O dia 27 de fevereiro de 1975 ocupa um lugar definitivo na memória do torcedor do Grêmio. Em uma noite abafada de verão no antigo Estádio Olímpico, o Tricolor protagonizou uma das maiores atuações internacionais de sua trajetória ao vencer o Huracán, da Argentina, por impressionantes 7 a 2.

Não se tratava de um adversário qualquer. O Huracán atravessava um de seus períodos mais fortes, reunindo craques como René Houseman e Miguel Ángel Brindisi. O que se viu naquela noite foi uma afirmação internacional do Grêmio, moldado pelo técnico Ênio Andrade.

Um primeiro tempo avassalador

O domínio gremista foi imediato. Entre os 18 e 22 minutos do primeiro tempo, o jogo pegou fogo com quatro gols em sequência. O Tricolor foi para o intervalo vencendo por 5 a 1, deixando a equipe argentina atordoada com a intensidade imposta em Porto Alegre.

Destaque da partida: O meia Neca foi o grande nome da noite, balançando as redes três vezes e comandando o setor ofensivo ao lado de ídolos como Tarciso e Loivo.

Escalações de Luxo

O Grêmio foi a campo com: Picasso; Vilson, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Cacau, Neca e Iúra; Zequinha, Tarciso e Loivo.

Já o Huracán contou com nomes pesados, como o goleiro Agustín Cejas (que viria a jogar no Grêmio no ano seguinte) e o volante Miguel Ángel Russo, hoje treinador renomado no futebol sul-americano.

O legado da goleada

Mais do que um simples amistoso, o 7 a 2 simbolizou a maturação de um elenco que começava a construir a mentalidade copeira. Vitórias desse porte ajudaram a consolidar o respeito continental que o Grêmio ostenta até hoje.